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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

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messages.Volume 13

Editoriais
Sem Seçao
A criança vítima de violência

Ana Lúcia Ferreira

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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O setor de emergência é uma importante porta de entrada para o cuidado da criança vítima de violência e representa uma oportunidade única de proteção para aquelas que não frequentam outros serviços de saúde. A rotina agitada e a falta de tempo e de privacidade, bem como o pouco treinamento dos profissionais, podem levar à subdetecção dos casos nesses cenários. Este artigo apresenta aspectos do atendimento necessários para a identificação da criança vítima de violência, ressaltando-se a valorização da anamnese e do comportamento das crianças e dos cuidadores, uma vez que nem sempre há indícios físicos da ocorrência de maus-tratos. Destaca-se a necessidade de um adequado acolhimento da criança e da família como etapa fundamental do cuidado. Também são consideradas as possibilidades de ações para a proteção das vítimas nesse nível de atenção, tais como a notificação e a internação.

messages.Palavras-chave: maus-tratos infantis, medicina de emergência, cuidado da criança.
Reanimação Neonatal

José Dias Rego

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
messages.Palavras-chave:
Falência cardiopulmonar em paciente pediátrico

Regina Coeli Azeredo Cardoso

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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OBJETIVOS: Discutir o reconhecimento da falência cardiopulmonar no paciente pediátrico, ressaltando a importância da ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade para a melhoria do prognóstico das crianças gravemente enfermas.
FONTES DOS DADOS: revisão dos últimos consensos sobre ressuscitação da Aliança Internacional de Comitês de Ressuscitação, publicados em 2005 e 2010, que foram as mais importantes revisões sobre ressuscitação publicadas até a presente data.
SÍNTESE DOS DADOS: A falência cardiopulmonar na criança raramente é súbita. Decorre de quadros de falência respiratória ou de choque. Quando acontece, as chances de sobrevida diminuem drasticamente.Na falência cardiopulmonar, os mecanismos fisiológicos de compensação já se esgotaram, coexistindo a insuficiência respiratória e o choque descompensado. A hipoxemia progressiva leva à hipóxia e à acidose tecidual, seguindo-se, então, a assistolia, que é o ritmo mais frequente nas paradas cardíacas em crianças. A assistolia acontece pelo comprometimento da perfusão coronária, ficando o miocárdio em sofrimento por hipóxia e acidose. O colapso circulatório súbito,por fibrilação ventricular,é a principal causa de parada cardíaca em adultos. Em crianças, ocorre em, aproximadamente, 5 a 15% dos casos.
CONCLUSÃO: Como a sobrevida a uma parada cardíaca é baixa, a prevenção torna-se a melhor estratégia de abordagem. A ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade é o alicerce principal de todo o suporte básico e avançado de vida em qualquer faixa etária. O pediatra também precisa familiarizar-se com os principais distúrbios do ritmo que ocorrem durante uma parada e que requerem terapia elétrica imediata até a chegada do especialista.

messages.Palavras-chave: Falência cardiopulmonar, ressuscitação, assistolia, suporte de vida.
Anafilaxia

Suzana Tschoepke Aires

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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A prevalência da anafilaxia vem aumentando mundialmente; por isso, a identificação de agentes desencadeantes, a presença de fatores de risco inerentes ao paciente e a gravidade da reação são de extrema relevância para a condução clínica desse caso. O diagnóstico da anafilaxia é clínico, embora os exames laboratoriais possuam limitações, pois, mesmo durante o episódio, podem estar dentro dos limites de normalidade. O teste cutâneo positivo para hipersensibilidade imediata e a elevação da dosagem da IgE específica no sangue para possíveis alérgenos indicam sensibilização a esses. Entretanto, não confirmam a anafilaxia, uma vez que a sensibilização assintomática é comum na população em geral. Nesse caso, as terminologias "anafilactoide" e "pseudoanafilaxia" não mais são recomendadas, e a imediata administraç ão de adrenalina continua sendo a primeira linha de tratamento do episódio agudo.

messages.Palavras-chave: anafilaxia, diagnóstico, adrenalina.
Abordagem das crises epilépticas na emergência pediátrica

Heber de Souza Maia Filho

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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INTRODUÇÃO: As crises epilépticas, sejam agudas ou relacionadas à epilepsia, são uma emergência neuropediátrica importante, não somente pela frequência, mas também pela associação a situações de alta morbimortalidade e, não menos importante, de impacto psicossocial e familiar.
OBJETIVO: O presente artigo de revisão buscar trazer, de uma forma sintética, os principais conhecimentos necessários para que o pediatra possa diagnosticar, tratar e investigar a crise epiléptica em um contexto de emergência.
FONTES DOS DADOS: O material bibliográfico compõe-se de livros clássicos da área e de revisão bibliográfica de artigos dos últimos cinco anos no PUBMED,priorizando-se os artigos de revisão.
SÍNTESE DOS DADOS: Objetivando uma abordagem prática, discutiremos cinco situações principais - crise febril; crise epiléptica após traumatismo craniano; crise em uma criança com diagnóstico prévio de epilepsia; primeira crise afebril; e estado de mal epiléptico.As prioridades no manejo da crise epiléptica na emergência pediátrica são a interrupção dessa crise (evitar o estado de mal epiléptico), a prevenção de complicações e sequelas, a investigação da etiologia e o tratamento das causas agudas. Por fim, realiza-se o adequado encaminhamento para investigação e tratamento ambulatorial.

messages.Palavras-chave: crise epiléptica, epilepsia, emergência, criança.
Urgência em cirurgia pediátrica

Paulo Barroso tavares

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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Urgências em cirurgia pediátrica são situações muito comuns. Escolhemos, entre vários, sete assuntos que consideramos extremamente comuns na nossa prática diária. Todos merecem discussão e ação imediata. A conduta tem de ser acertada para evitar um final trágico.
O acesso venoso mais indicado de acordo com a situação. Como diagnosticar e tratar o pneumotórax. A melhor abordagem do empiema pleural. Como conduzir um trauma abdominal fechado. A melhor forma de tratar uma apendicite aguda. Como diagnosticar e conduzir uma invaginação intestinal. Diagnóstico rápido, preciso, com tratamento imediato da torção testicular.

messages.Palavras-chave:
Asma aguda na infância

Terezinha Miceli Martire

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
messages.Palavras-chave:
Obstrução respiratória alta em pediatria

Rosanna Vilardo Mannarino

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
messages.Palavras-chave:
Febre no lactente

Luciano Abreu de Miranda Pinto

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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A presença de febre é um dos principais motivos de consulta pediátrica e a quase totalidade dos lactentes febris têm uma doença infecciosa.A maioria dos lactentes com febre apresentará sinais ou sintomas que permitirão o diagnóstico da condição mórbida subjacente, entretanto, em 20% dos casos, a febre é um achado isolado, o que significa que, mesmo após anamnese e exame físico cuidadosos, nenhum foco é identificado e a condição recebe a denominação de "febre sem foco". Entre os pacientes com febre sem foco, a imensa maioria é portadora de uma infecção viral benigna, entretanto um pequeno grupo desses pacientes pode ser portador de uma entidade mórbida que, na ausência de um nome específico, é conhecida como bacteremia oculta. Considerando os pacientes com bacteremia oculta, alguns resolverão espontaneamente essa condição tornando-se afebris, outros persistirão febris e com bacteremia e um terceiro grupo evoluirá para uma infecção bacteriana focal quando reavaliado 24-48 horas após a consulta inicial.A abordagem do paciente potencialmente portador de bacteremia oculta pode variar desde o acompanhamento clínico até a utilização de protocolos de risco, entretanto o prognóstico do paciente com febre sem foco não parece ser modificado pela abordagem escolhida.

messages.Palavras-chave:
Doença falciforme na emergência

Paulo Ivo Cortez de Araujo

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
messages.Palavras-chave:
Meningite bacteriana aguda

Denise Cardoso das Neves Sztajnbok

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
messages.Palavras-chave:
Atualidades na sepse e choque séptico pediátrico

Michelle L. C. Gonin

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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OBJETIVOS: atualização dos principais aspectos da sepse relacionados ao diagnóstico e tratamento por meio da implementação de medidas terapêuticas baseadas em evidências científicas de qualidade com finalidade de reduzir mortalidade.
FONTES DE DADOS: revisão não sistemática de literatura médica,artigos selecionados na base de dados MedLine, PubMed. Foram analisadas as diretrizes da Campanha de Sobrevivência à Sepse de 2004, 2008 e parcial 2012 e as da Associação Médica Brasileira de 2011.
SÍNTESE DE DADOS: a sepse pediátrica é de difícil reconhecimento precoce, com perfil hemodinâmico diferente do adulto.O conhecimento dessas peculiaridades e a implementação de diretrizes que visam à otimização hemodinâmica (SvcO2) e melhora da perfusão tecidual (lactato) têm impacto na melhor sobrevivência. A restauração da macro e microcirculação é fundamental para evitar o desenvolvimento das disfunções orgânicas. A abordagem precoce, o suporte hemodinâmico rápido, a antibioticoterapia precoce e a adesão ao pacote de ressuscitação de 6 horas são importantes pilares na abordagem dessa síndrome letal.As medidas terapêuticas baseiam-se na reposição volêmica, na antibioticoterapia, nas drogas vasoativas, nos corticoides, nas medidas de manutenção de viabilidade biológica aos sistemas e no suporte nutricional.
CONCLUSÃO: os avanços significativos da Terapia Precoce Guiada por Metas,as intervenções das diretrizes de tratamento da Campanha Sobrevivendo à Sepse,que geram indicadores de qualidade assistencial norteando tratamento, e o necessário cuidado pleno a cada sistema orgânico possibilitaram uma significativa melhora de parâmetros clínicos, hemodinâmicos e perfusionais. Na atualidade, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado baseado em protocolos estabelecidos permanecem a melhor garantia de boa evolução.

messages.Palavras-chave: sepse/diagnóstico, sepse/terapia, disfunção orgânica, hemodinâmica.
Editorial
Renovar: muito mais do que um verbo. É uma ferramenta para novas ideias

Carlos Alberto Bhering

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
messages.Palavras-chave:
Artigos de Revisao
Crescimento do prematuro: revisão sobre as curvas de referência

Brunnella Alcantara Chagas de Freitas; Luciana Ferreira da Rocha Sant'Ana; Silvia Eloiza Priore; Juliana Farias de Novaes e Barros; Sylvia do Carmo Castro Franceschini

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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INTRODUÇÃO: Os avanços crescentes da neonatologia vêm propiciando a sobrevivência de bebês cada vez mais prematuros. Aumenta-se a preocupação no seguimento do crescimento somático e desenvolvimento neuropsicomotor.
OBJETIVOS: entender como se comporta o crescimento dos prematuros e avaliar as curvas de crescimento utilizadas.
MÉTODOS: Artigo de revisão, que utilizou os descritores "growth" and "premature" nas fontes SciELO, LILACS MEDLINE/PUBMED e referências clássicas.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO: publicações completas a partir de 1990, em inglês e português, em humanos, com delineamento observacional e que se referissem ao crescimento de prematuros como desfecho. Excluíram-se artigos de revisão.
RESULTADOS: Predominaram estudos isolados, utilizando-se de diferentes padrões de referências, para construção de curvas de referência locais, tanto intrauterinas quanto de crescimento pós-natal, o que dificulta inferir os resultados para diferentes unidades neonatais.
CONCLUSÕES: O crescimento fetal é influenciado por fatores genéticos, hormonais, ambientais, placentários e saúde materna, incluindo sua própria condição nutricional e oferta de nutrientes. O aumento da sobrevida dos prematuros de menores idades gestacionais é recente e, desta forma, os dados disponíveis de seguimento referentes ao padrão ideal de crescimento dessa população são limitados, principalmente quanto à vida adulta. Sugerem-se estudos de caráter multicêntrico, com amostras representativas, sobre a cinética do crescimento dos prematuros, desde o período de hospitalização até a idade adulta, que possibilitarão a criação de curvas de referência para prematuros para ampla utilização e, por conseguinte, se estabelecer relações com fatores interferentes de forma mais fidedigna. São necessários mais esclarecimentos sobre a composição corporal e suas consequências metabólicas futuras. prematuro; crescimento e desenvolvimento; recém-nascido

messages.Palavras-chave: prematuro, crescimento e desenvolvimento, recém-nascido
A importância da pediatria na percepção dos transtornos mentais na infância e adolescência

Tathiana tavares Menezes; Victor Junger de Mello; Sandra Impagliazzo

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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O objetivo desta revisão bibliográfica é mostrar a importância do pediatra na percepção precoce dos transtornos mentais na infância e na adolescência,pois o maior custo da saúde pública continua sendo com internações psiquiátricas.A reforma psiquiátrica propos a criação de uma rede substitutiva ao antigo modelo dos hospitais psiquiátricos, na tentativa de inserir estes pacientes no convívio social e familiar. Uma das principais apostas do SUS para tratamento infanto- juvenil é o Centro de Atenção Psicossocial Infantil(CAPSI).Ainda é um desafio precisar a demanda infanto-juvenil em termos de transtornos mentais,pois são falhas as estatísticas e registros dessas patologias.A maioria dos estudos, pesquisas, políticas e práticas de atenção à saúde mental são voltadas para os adultos. Estima-se que de 10 a 20 % das crianças e adolescentes sofram de distúrbios mentais, sendo leves a graves.As causas para estes transtornos mentais são genéticas e ambientais. Nesse contexto o papel do pediatra é perceber, preferencialmente em fase precoce, os transtornos mentais. E por-que o pediatra? Porque é ele quem tem o primeiro contato com o paciente, acompanha o desenvolvimento psíquico da criança e tem a família próxima à sua investigação semiológica. messages.Palavras-chave: Pediatria,Transtorno mental
Relato de Caso
Tumor de Frantz: relato de caso em um adolescente

Laila Klotz de Almeida Balassiano; Cecília Pereira Silva; Carlos Augusto Pereira de Almeida; Renata Coelho Gomes; Andréa Fabiane Lira; Loreley Andrade Luderer; Elaine Cristina Abdalla Lima; Cátia Heloísa Guimaraes Pimentel

Braz J Oncol. 2024;13 Publish in: 12/31/2025
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INTRODUÇÃO: O tumor sólido pseudopapilar do pâncreas (TSPP) foi descrito pela primeira vez por Frantz, em 1959. Atualmente, foram relatados 800 casos na literatura mundial. É uma neoplasia que acomete mais frequentemente adolescentes do sexo feminino, sendo considerada de baixo grau de malignidade e bom prognóstico. Apresenta manifestações clínicas variadas e tem o tratamento cirúrgico como principal abordagem curativa.
OBJETIVO: apresentar um caso de tumor de Frantz, descrevendo características clínicas, métodos diagnósticos e conduta.
CASO: adolescente do sexo feminino com história de vômitos e dor abdominal em serviço de pronto atendimento. Exames de imagem (USG e TC) compatíveis com tumoração pancreática. Realizada abordagem cirúrgica. Estudo anatomopatológico e perfil imuno-histoquímico compatíveis com TSPP.
COMENTÁRIOS: destaca-se a necessidade de incluir este tumor no diagnóstico diferencial de massa abdominal em pacientes jovens, principalmente do sexo feminino. messages.Palavras-chave: Neoplasia pancreática, carcinoma papilar, pâncreas, adolescente.
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