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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

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RELATO DE CASO

Relato Pediatr.

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DISPLASIA CAMPOMÉLICA: RELATO DE CASO.

VICTOR COSTA CHUVA (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); LARA VALENTE DE SOUZA (IPPMG UFRJ); PATRICIA VALLS DE SA MARINHO (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); ALINE CÉLI DE CONDE SANTOS BELTRAO (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); ROBERTA MACHADO DE MELLO CALVENTE ARANDA (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); JOSÉ CARLOS VECCHIATI DA SILVA NETO (IPPMG UFRJ); BERNARDO SIEBRA DE ALENCAR (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); EMANUELLE BEATRIZ FERREIRA MARTINEZ ZIPOLI (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ)

https://doi.org/ | Publicado em:

P-114

INTRODUÇÃO: A displasia campomélica é uma rara displasia esquelética frequentemente fatal, que leva à diversas malformações esqueléticas e distúrbios da diferenciação sexual.
DESCRIÇÃO DO CASO: Relatamos o caso de um recém-nascido de 37 semanas e 6 dias, que em sua gestação foi diagnostica displasia esquelética pela medicina fetal, tendo como principal suspeita nanismo tanatofórico. O parto cesáreo ocorreu sem intercorrências e o paciente nasceu com bom estado geral, sem necessidade de reanimação, apesar de diversas mal formações como fêmures e tibias curvos e curtos, macrocefalia, micrognatia, genitália ambígua e hipoplasia de tórax.Foi encaminhado à UTI neonatal somente por desconforto respiratório leve, em CPAP nasal com FiO2 de 21%, no qual ficou por 5 dias, evoluindo para ar ambiente. Para investigação diagnóstica foram solicitados: cariótipo, pesquisa de SRY, raio - X de ossos, dosagem de eletrólitos e 17-OH progesterona, além de parecer dignóstico à genética e ortopedia. Após análise cuidadosa dos resultados de exames laboratoriais, de imagem e dos pareceres, foi feito diagnóstico de Displasia Campomélica.
DISCUSSÃO: Com incidência de 2/1.000.000 nascidos vivos, é uma doença genética autossômica dominante, extremamente rara, que cursa com morte no período neonatal em 70% dos casos devido a hipoplasia pulmonar e mortalidade de 90% até os dois anos de vida. É causada pela mutação do gene SOX 9 do cromossomo 17, gene que atua na formação óssea e cuja proteína é responsável pela transcrição de hormônio anti mulleriano. Devido a isso, além da displasia esquelética, pode haver uma incompatibilidade entre genótipo e fenótipo, tornando ainda mais complicada a condução do caso.
CONCLUSÃO: A Displasia Campomélica é uma doença genética pouco conhecida, sendo necessário maior estudo e discussão, visto a alta mortalidade e grande morbidade dos pacientes que sobrevivem aos primeiros anos de vida, além da necessidade de maior acurácia no diagnóstic para melhor condução do caso.

Sobre os Autores

VICTOR COSTA CHUVA (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); LARA VALENTE DE SOUZA (IPPMG UFRJ); PATRICIA VALLS DE SA MARINHO (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); ALINE CÉLI DE CONDE SANTOS BELTRAO (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); ROBERTA MACHADO DE MELLO CALVENTE ARANDA (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); JOSÉ CARLOS VECCHIATI DA SILVA NETO (IPPMG UFRJ); BERNARDO SIEBRA DE ALENCAR (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ); EMANUELLE BEATRIZ FERREIRA MARTINEZ ZIPOLI (MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ)

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