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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

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RELATO DE CASO

Relato Pediatr.

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PSEUDOLITIASE BILIAR SECUNDÁRIA AO CEFTRIAXONE - UMA ENTIDADE A NÃO ESQUECER

MARIANA MIRANDA (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E. PORTUGAL); NIDIA BELO (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL); RAQUEL COSTA (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL); PATRICIA MAIO (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL); SUSANA GOMES (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL); CARLA CRUZ (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL)

https://doi.org/ | Publicado em:

P-066

INTRODUÇÃO: O Ceftriaxone é uma cefalosporina amplamente utilizada no tratamento de infecções bacterianas na idade pediátrica e adulta. A formação de lama ou lítiase biliar reversível ("pseudolítiase") foi descrita com possível complicação da sua utilização.
DESCRIÇÃO DE CASO: Adolescente de 13 anos que iniciou dor abdominal no hipocôndrio direito, vómitos persistentes e icterícia cerca de 10 dias após terapêutica com Ceftriaxone, por suspeita não confirmada de Salmonelose. Analiticamente com elevação de transaminases (ALT 1147 U/L, AST 791 U/L) e bilirrubina directa (2.27 mg/dL), ecografia abdominal com microlítiase biliar e coledocolitiase. Exames imagiológicos prévios à terapêutica sem referência a alterações a nível hepático ou vesicular. Foi colocada a hipótese de diagnóstico de hepatite aguda colestática de causa obstrutiva, tendo iniciado hiperhidratação e pausa alimentar. Durante o internamento verificou-se progressiva melhoria clínica, normalização das transaminases e desaparecimento de cálculo obstrutivo na ecografia abdominal ao 3º dia. Ecografias abdominais seriadas em ambulatório documentaram a remissão completa da microlítiase e lama biliar em cerca de um mês.
DISCUSSÃO: Pseudolitiase biliar é um fenômeno relativamente frequente (12 a 46%, dependendo dos estudos) em crianças medicadas com Ceftriaxone, sendo geralmente assintomático e com resolução espontânea após suspensão do fármaco. Contudo estão relatados cursos sintomáticos, mais frequentes em crianças e após altas doses de Ceftriaxone. Alguns autores sugerem que todos os pacientes medicados com Ceftriaxone e que iniciem quadro de dor abdominal, devam ser avaliados ecograficamente e se existir lítiase biliar de novo, deve ser ponderada a suspensão ou substituição de Ceftriaxone por outro antibiótico, tratamento conservador e atitude expectante, com realização de ecografias seriadas até à completa resolução do pseudocálculo.
CONCLUSÃO: O reconhecimento desta entidade clínica por pediatras, cirurgiões e gastrenterologistas é essencial para evitar intervenções invasivas e cirurgias desnecessárias, em doentes em que esta complicação reversível se manifesta de forma sintomática.

Sobre os Autores

MARIANA MIRANDA (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E. PORTUGAL); NIDIA BELO (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL); RAQUEL COSTA (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL); PATRICIA MAIO (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL); SUSANA GOMES (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL); CARLA CRUZ (SERVIÇO DE PEDIATRIA DO HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E., PORTUGAL)

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