Relato Pediatr.
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Reação à vacina BCG em crianças HIV+
Coelho, A.C.C.S.; Barboza, N.S.; Rubini, N.P.M.
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Resumo
INTRODUÇÃO: No Brasil, devido à alta prevalência de tuberculose, crianças com exposição vertical ao HIV, apesar do risco de reação adversa, devem receber a vacina BCG ao nascimento, conforme o calendário básico de vacinação.
OBJETIVO: Descrever dois casos de reação à vacina BCG em crianças HIV+/AIDS.
MATERIAL E MÉTODO: Caso 1: T.P.Q., DN: 03/11/2007, sexo feminino, infecção HIV/Aids por transmissão vertical, início dos sintomas aos 2 meses e diagnóstico aos 4 meses, classificação C3, aplicação de BCG ao nascimento e reação adversa regional aos 6 meses, consistindo abcesso de aproximadamente 3 cm de diâmetro em linha anterior da axila direita, drenando coleção purulenta, bordas hiperemiadas e disseminação linfática. Foi realizada drenagem e tratamento com isoniazida + rifampicina + etambutol. Evoluiu com boa resposta e, atualmente, está assintomática, com CD4 = 2.329 céls/mm3 e carga viral indetectável. Caso 2: M.G.A., DN: 15/05/2005, sexo feminino, infecção HIV/Aids por transmissão vertical, com inicio dos sintomas e diagnóstico aos 2 meses, classificação C3, aplicação de BCG ao nascimento e reação adversa regional aos 6 meses , consistindo nódulo bilobulado em região infra-axilar anterior direita com edema, vermelhidão, livre, móvel, não dolorido à palpação e de consistência semidura. Foi realizada drenagem e tratamento com isoniazida + rifampicina + etambutol. Evoluiu com boa resposta e, atualmente, está assintomática, com contagem de CD4 = 1.424 céls/mm3 e carga viral indetectável.
RESULTADOS: Os casos relatados ressaltam o risco de reação adversa ao BCG em lactentes infectados pelo HIV com imunodepressão grave. Ambas pacientes apresentaram boa resposta ao tratamento e boa evolução.
CONCLUSÃO Considerando que ocorrência de reação adversa ao BCG em lactentes com infecção pelo HIV um evento raro, a tuberculose endêmica no país e principal coinfecção em crianças/adolescentes com infecção pelo HIV, os benefícios da vacinação com o BCG ao nascimento superam os riscos de eventos adversos.
Responsável
RAFAELA MENDES DE ALMEIDA ARAÚJO
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