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Prevalência de Bebês Pré-Termo no SUS do Rio de Janeiro: comparação entre dados primários e SINASC
Almeida, N.M.R.; Carvalho, B.W.; Vieira, M.G.; Carvalho, L.S.; Fonseca, S.C.
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Resumo
INTRODUÇÃO: A prematuridade é fator relevante associado à mortalidade neonatal. A qualidade da informação sobre idade gestacional é importante para dimensionar a real magnitude do problema. No Brasil tem havido aumento da prematuridade, com diferenças na prevalência quando relacionados dados do SINASC com dados primários. Estimou-se a prevalência nacional de 11-12%, enquanto no SINASC o relato foi de 6-7%.
OBJETIVO: Estudar a prevalência de prematuridade em maternidades públicas do Rio de Janeiro e Niterói, comparada aos dados do SINASC.
MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal em duas maternidades do SUS (Niterói e Rio de Janeiro), em 2011. A coleta foi feita por entrevistas, cartões de pré-natal e prontuários médicos. O banco de dados foi relacionado ao SINASC, para as mesmas crianças. A melhor estimativa da Idade Gestacional (IG) foi calculada na pesquisa por um algoritmo validado na literatura e comparada com a IG do SINASC. Os dados foram analisados pelo pacote estatístico SPSS®, versão 17.
RESULTADOS: Houve 1.782 nascidos vivos, com 13,7% de prematuros, 10% entre 34 e 36 semanas e 3,7% <34 semanas, segundo o algoritmo,.No SINASC , no entanto, esta prevalência foi de 10,5%. A maior diferença foi para a idade gestacional de 36 semanas: 3,7% no SINASC e 5,1% pela pesquisa. O SINASC subestimou RN pré-termo e superestimou pós-termo. Comparados aos bebês a termo, os RN entre 34-36 semanas foram mais frequentes em adolescentes, nas mulheres negras e com pré-natal inadequado. A mortalidade neonatal foi 1- nascidos vivos nos RN a termo e 17- nos RN entre 34 e 36 semanas.
CONCLUSÃO A subestimativa de prematuridade do SINASC foi elevada talvez devido a maior acurácia do método de avaliação utilizado no estudo, e as diferenças concentradas nos bebês de 34 a 36 semanas, grupo com grande risco de morbimortalidade. Deve ser valorizada a informação adequada sobre IG na declaração de nascido vivo, para utilização em estudos perinatais.
Responsável
LETÍCIA MARINHO DE OLIVEIRA
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